segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Encerramento da MITI

Em circuito desde o dia 02 de outubro, a 3ª Mostra Internacional de Teatro Infantil agitou o ânimo cultural de Cuiabá. Durante o período da MITI, foram apresentados diversos espetáculos, em vários pontos da cidade, e a entrada era a doação de um brinquedo em bom estado. Além dos grupos que vieram de outros estados do Brasil e até mesmo de outros países, a MITI ofereceu oficinas de desenvolvimento aos interessados.
Tive o prazer de prestigiar o encerramento da Mostra no último sábado, 24. A companhia em destaque era do Chile, LiberArte, brilhantemente comandada por Sergio Liberona Diaz e seu filho, Sergio Liberona Mena. O espetáculo de pantomina (teatro gestual que faz menor uso de falas possível) e bonecos ocorreu às 10h na Praça Alencastro e às 17h na Praça Oito de Abril, em frente ao Choppão.

O calor típico da capital mato grossense não espantou a criançada, os pais e curiosos que passavam pela praça. Os alunos do curso de Produção Teatral, assim como eu, foram ao encerramento no final da tarde. Lá, pudemos nos deliciar com o bom humor e talento dos hermanos chilenos. Risadas e encantos não faltaram.

Na primeira parte, cinco rotinas da pantomina clássica contaram com a participação da platéia. Após, vieram as interpretações com marionetes e muppets. Sapinhos, Bin Laden, velhinhos e para encerrar um esperto trapezista, que move olhos e boca. O condutor do espetáculo era muito carismático e mesmo com muita roupa, com o rosto pintado e suando nos quase 40 graus, não perdeu o ritmo, e não deixou os visitantes desanimarem.
A apresentação "Histórias para Imaginar" encerrou a MITI como ela merecia. Admiração e emoção pelo trabalho familiar ficaram evidentes na hora dos aplausos. Superparabéns!!!

sábado, 24 de outubro de 2009

3º Rally da Amizade

Como proposto por mim à época de criação do blog, o objetivo era atualizá-lo uma vez ao dia. Os dias passaram, os assuntos fluiram, mas não ganharam o devido espaço. Volto, na tentativa de cumprir o que eu mesma determinei. O tema de "reabertura" do Sem Editoria será o evento esportivo ocorrido semana passada, 17.10, em Cuiabá, e que movimentou pessoas de várias gerações.


Tive o prazer de assessorar e participar do 3º Rally da Amizade, rally de regularidade promovido pela Tauro Motors, concessionária da Mitsubishi, que reuniu em torno de 250 participantes em duas categorias, sendo seis carros na Master (para pilotos com experiência) e 50 na Expedition (pilotos sem experiência). O evento foi um sucesso, uma grande festa, contou com um número positivo de competidores e se consagrou como uma competição de família.

Relato a seguir a sensação de enfrentar pela primeira vez uma prova off-road. Foram aproximadamente cinco horas de trilha. Espero que venham outras!

"Como zequinha literalmente de primeira viagem, acompanhei o casal do carro 41, Tony Vitor Santos e Viviane Alves. Ambos também eram novatos em esportes de fora da estrada. Logo na saída do Cenarium Rural, às 8h, a trilha do Rally da Amizade foi tranquila. Foram aproximadamente 8 km de asfalto na saída de Cuiabá, um local já conhecido, portanto, sem dificuldades.

Após os quilômetros iniciais, começaram os erros de caminho e as estradas de chão. Nesse primeiro momento, perdemos aproximadamente cinco minutos até encontrarmos a entrada correta. Tony se garantia na pilotagem enquanto Viviane tentava entender a planilha de navegação. O conhecimento técnico deles e meu era restrito, mas a navegadora estava empenhada em ajudar o namorado e não se distraia do guia, e assim, o conteúdo se tornou mais decifrável a cada quilômetro.

Os buracos e a poeira foram as principais barreiras desse início. Trechos estreitos de terra e campos prenunciavam o que viria. Alguns carros conseguiam ultrapassar e outros se perdiam. Notei muita insegurança por parte de vários competidores. Ao verem um carro indo em determinada direção, o seguiam e depois tinham que retornar, pois todos estavam errados.

Aproximadamente 15 minutos após a saída, três carros entraram em uma chácara. Sem saída, fizeram o retorno. Embora a planilha fosse clara, estava difícil acompanhá-la. Essas dúvidas faziam os competidores perderem tempo.Um pequeno lagarto que cruzou a estrada deu um toque especial às belas paisagens formadas pelos campos que se seguiram. A partir daí os buracos se fizeram constantes. Muitos trechos com pedras e diversas pontes também foram os obstáculos. A velocidade média mantida por Tony era de 54 km.

A poeira foi a grande inimiga a ser vencida. Em determidos locais, devido ao período seco e calor que fazia, a visibilidade era praticamente nula, o que resultou na desaceleração dos carros.Um boi e alguns riachos também se misturavam ao visual. Um destaque interessante da competição foi a passagem por vilas e sítios. Os moradores acenavam e se divertiam com o rally, como frequentemente acontece em provas desse tipo. Tantos carros passando em um sábado que deveria ser pacato fez a alegria de todos.

Após 1h30 de prova, um trecho muito complicado teve de ser superado. Uma subida sinuosa de cascalho fez chacoalhar todos os veículos. A sensação de que íamos virar foi rápida, felizmente. E então veio a maior recompensa por todo esforço. Os paredões e serras da sequência formavam o cenário mais incrível que já vi. Sem palavras para explicar esse espaço verde que não pode ser visto por quem fica bitolado nas grandes cidades. O acesso é difícil, mas vale um novo passeio, apenas para apreciar. Para mim, esse foi o ápice do rally. A empolgação de nós três foi tão grande, que paramos para tirar fotos e os carros que vinham atrás começaram a buzinar, pedindo passagem.

Logo após todo deslumbre da natureza, entramos na rodovia e fizemos a primeira parada, no Vale das Águas. Ao voltarmos para a estrada, a trilha foi mais tranquila, mas só de início. As descidas tinham muitos buracos, pedras e poeira, e exigiam muita atenção de piloto e navegador. Novamente alguns pilotos se perderam, entravam em locais errados e eram seguidos, até encontrarem o caminho de volta. Tony e Viviane vinham concentrados no trajeto e na planilha e pouco puderam admirar da natureza, que ainda marcava presença com toda sua plenitude.

No segundo neutro o calor estava escaldante. Após essa parada a maioria da trilha era de estradas retas, beirando fazendas, e o que dominou foi a poeira dos competidores da frente.Tenho certeza que assim como eu, todos que esperavam belo um visual nos 190 km de trilha tiveram as expectativas superadas. Como prometido pela direção técnica do rally, a trilha foi um grande diferencial. Para Tony a competição foi uma ótima oportunidade para verificar o desempenho da sua Triton. Viviane revelou o desejo de aprender mais sobre a técnica da navegação e competir em outros rallys. E eu compartilho todas as sensações experimentadas”.