domingo, 24 de janeiro de 2010

No Meio de Tudo, Você!!!

Estranhas as sensações do final de semana, não é?! Por mais que esteja feliz, por mais que a semana ou o sábado tenham sido legais, produtivos, divertidos, sempre acordo com uma sensação estranha, principalmente no domingo, quando tenho a TPS - tensão pré segunda. No sábado acordo com um pensamento que pode mudar, variar ou permanecer ao longo do dia. Domingo bate aquela angústia incontrolável e a certeza de que o "findi" não rendeu. Em meio à tantas coisas que precisava fazer, parei pra assistir o último DVD que os Engenheiros do Hawaii lançaram, Novos Horizontes (2007).

É fato que todas aquelas músicas e poesias do Gessinger me tocam profundamente. Isso é incontestável, sempre foi. Destaque para a canção No Meio de Tudo Você. A letra relata a realidade atual, que faz com que fiquemos surpreendidos com as coisas boas da vida, como se isso fosse demais pra nós. Chegar em casa quase vivo, liberdade de escolha, honestidade... Tudo isso não deveria ser normal? Não deveria ser algo que merecemos?

Estamos tão acostumados ao sistema, ao dia a dia, à possibilidade de não voltarmos pra casa depois do trabalho, que ter um pouco de silêncio e um copo de água pura se torna algo imensurável. Parece que tudo que temos/conquistamos é demais, é o máximo. Alguém já parou pra pensar que a gente "entra na fila pra comprar ingresso pra levar porrada"? É como se fechássemos os olhos para as hipocrisias. "Finge que não vê, diz que não foi nada e leva mais porrada".

O lado bom da música, que também é muito real, é que sempre há alguém para nos salvar dessa selva de pedra. Uma pessoa apenas, um sorriso, uma palavra de conforto, podem nos fazer acreditar que o mundo é mais justo (mesmo que não seja). Feliz de quem tem essas pessoas por perto para amenizar as cargas negativas que carregamos. Sem mais palavras para o momento, resta apenas dizer: No meio de tudo você me salva da selva; no meio de tudo, acima de tudo, você!!!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O Anjo das Pernas Tortas


Há exatos 27 anos o futebol brasileiro perdia um grande astro. Morria em 20 de janeiro de 1983 o Garrincha. Embora eu e toda galera da nossa geração nem estivesse pensando em nascer ainda, certamente todo mundo já ouviu falar dele. O cara ficou conhecido pelo futebol-arte e pelas pernas tortas: a esquerda era seis centímetros mais curta que a direita e flexionava para o lado direito.


Mesmo com esse defeitinho, proporcionou momentos de grandes alegrias para os torcedores do Botafogo, Corinthians e Flamengo, e claro, para toda noção que ama o futebol e o Brasil, afinal, esteve presente em três Copas do Mundo (conquistou duas). O craque faleceu aos 49 anos em decorrência do alcoolismo. Como dizia Cazuza "meus heróis morreram de overdose". Nada é perfeito né, galera?! E aqueles que fazem a alegria da massa e dão o exemplo de como levar uma vida saudável, pois esporte é fonte de saúde, às vezes decepcionam.


Aproveitando o assunto, hoje saiu uma lista com os melhores técnicos do mundo, e o nosso Felipão (infelizmente gremista, mas a gente perdoa) está lá entre os TOP 10. Com 38 pontos na escalação da Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol, Luiz Felipe Scolari ficou em 9º lugar. O primeiríssimo lugar ficou com Alex Ferguson Escócia, técnico do Manchester United.


E o Brasil não fez feio, não, afinal, se não fosse assim não seria o país do futebol, não é?! Parreira assumiu a 17ª colocação, Dunga ficou em 19º, Zagallo em 22º e Wanderley Luxemburgo ainda conseguiu dar o ar da graça com a 38ª posição. É..parabéns, moçada!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Animais: fontes de felicidade

Os personagens ao lado estão entre as minhas maiores paixões. Esses da foto especificamente são simbólicos, apenas representam duas espécies de animais que eu gosto muito. Hoje eu quero falar deles.

Ontem fui caminhar no Parque Mãe Bonifácia, local onde ainda é possível respirar um pouco de ar puro, acelerar o metabolismo e ter a agradável surpresa de se deparar com alguns bichinhos. Em geral, vejo por lá uns simpáticos macaquinhos, mas ontem encontrei um animal doméstico, que destoa da paisagem.

No meio da trilha onde o pessoal corre, caminha ou passeia, avistei um gatinho preto, menor que a minha garrafa de água. Como uma apaixonada enlouquecida, tive que parar para fazer um carinho. Preto, pêlos arrepiados pela chuva e cara de assustado. Certamente, fora abandonado ou estava perdido nas bandas de lá, embora alguém tenha insistido em dizer que ele pertencia ao prédio ao lado. Duvido!

O fato é que meu coração se corta ao ver tal cena. Sempre fui fraca pra isso, ainda mais considerando o tamanho do bicho, indefeso, que não teve tempo suficiente para aprender a sobreviver nesse mundo cruel e competitivo. Se eu pudesse, levaria comigo, nem que fosse para dar uma voltinha no parque, e deixaria ele de volta no lugar, mas a sensibilidade me pegaria, e eu me apegaria. Infelizmente não posso levar para casa, cuidar e criar.

Depois de ir embora, contei algumas histórias de infância pro meu amigo, todas envolvendo as peripécias com gatos e cachorros, histórias que justificam minha paixão, meu apego. À noite ao falar com minha mãe, fiquei sabendo que ela (coração sensível também) já adotou mais dois gatos que apareceram em casa. O animal vai chegando, chegando, e quando vemos, já está lá, fazendo parte da família. Acho que não há dúvida que puxei à mãe!

Esse gatinho inocente e tantos outros animais que estão na rua atualmente, só comprovam a falta de preocupação do ser humano. Por mais difícil que seja criar um "mundaréo" de bichos, alimentar e evitar a reprodução desenfreada dos mesmos, abandonar um ser vivo na rua é muita falta de amor. Se não tiver como criar, procure alguém interessado em adotar, sempre tem gente com interesse. Só não procure meios de se livrar de uns seres tão fofos e companheiros, que verdadeiramente demonstram afeto e amor por quem os cria. Esses animais fazem a alegria das pessoas, alegram as casas, os filhos, ocupam o lugar deles no espaço e sabem recompensar aqueles que os alimentam e os deixam viver. Respeite os animais e faça tudo que puder pela sobrevivência deles! Falei???

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Mãe, esposa, profissional, empresária e amiga: mulher moderna

Ela é tudo isso e mais um pouco! As linhas a seguir jamais traduzirão toda sua essência, mas para quem não a conhece vão passar uma breve ideia da leveza e profissionalismo com que pauta sua vida; quem conhece, vai enxergá-la exatamente como é: sorte sua!

Estou falando da jornalista Paola Carlini (que por sinal é minha chefe). Nem todos acreditam em destino, mas o meu já estava traçado, e ela estava lá para me conduzir pelos caminhos profissionais. Nesses sete meses, tem me dado a oportunidade de crescer, e não tenho desperdiçado. A interrogo e observo, pois admiro a forma como encara o dia a dia, o trabalho, a casa, a família, o lazer...

Na entrevista de emprego, em uma quarta-feira, falou que iria entrevistar outras pessoas e na sexta daria o retorno, para início na próxima segunda. Naquela mesma noite de quarta me ligou dizendo: "Você começa amanhã, fui com a sua cara mesmo, espero não me arrepender". Hoje é ela que não vive sem mim...hehehe. "Puxa saquismos" e modéstias à parte, Paola é conhecida, respeitada, ótima mãe, esposa e hoje, minha amiga, adora dar uns conselhos para quem vive uma fase que ela já viveu.

Mal humor? Desânimo? Nunca vi. Às vezes estressada, mas nunca comigo (graças a Deus), mas convenhamos, em alguns momentos é preciso soltar o verbo, portanto, a irritação não é nada que mude seu tom.

Conheça um pouco mais dessa gaúcha, moradora de Cuiabá, na entrevista a seguir (que reproduzi do site do Sindicato dos Jornalistas de MT). As perguntas idealizadas por Keka Werneck entrarão para um livro em breve, que reunirá outros jornalistas do estado. Minha chefe estampada em páginas que futuramente serão fonte de pesquisa e história, registrando-a assim, na posteridade. Quem pode, pode, quem não pode corre atrás! Eu tô indo...





A Paola recém-formada em jornalismo e a Paola de hoje têm muita diferença entre elas? Quais?

Sempre fui muito determinada e intensa no que faço, sempre soube o quis e nunca deixei (nem meus pais) ninguém dizer que eu não podia fazer aquilo ou isso, que não tinha capacidade. A intensidade continua a mesma. Mas percebo ao longo dos anos que a recém formada era muito ideológica, era romântica, receio que todos saem assim dos portões principalmente de um UF. Hoje sou mais pragmática, mais centrada. E 10 vezes mais determinada. Se tem algo que carrego comigo, desde sempre, é o prazer e alegria de fazer o que faço, em tudo. Sou muito grata ainda em ter trabalhado em redação de impresso. Carrego a experiência de repórter. Até hoje, como pessoa e como profissional. Ter tido a chance de conhecer tantas histórias tão distintas me deu um senso de justiça que jamais poderia ter desenvolvido de outro modo.

O que leva um jornalista a montar a própria empresa?

Venho de uma família de empreendedores, meu avós, meu pai, sempre tiveram seu próprio negócio. E as coisas foram acontecendo, a princípio a empresa foi montada com quatro sócios, depois ficaram duas. No entanto, penso que só eu queria a empresa. Fui comprando a parte de cada um até a maior parte, como tenho hoje, mas tenho uma sócia, a Ana Assumpção, que começou como minha estagiária. Acho que a idéia de construir algo e ser reconhecida no que faço me move todos os dias. Apesar dos impostos, custos altos para micro empresa...enfim...

Diploma de jornalista tem algum valor? Para quê? Você defende ou não a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo?

Em absoluto, sou completamente favorável ao diploma. Defendo até o fim. Ué! Pra ser jornalista não tem que estudar? Rasgaram todos livros. Vamos fazer a revolta dos burros dos que acham que sabem escrever. Centenas de profissionais escreveram livros, publicaram teses, todos elocubram até hoje como se dá o processo Mensagem e Meio e vem um dizer que não tem que estudar pra isso! Só quem exercita todos os dias a arte de escrever e transmitir sabe o quanto é difícil levar uma idéia ou informação a determinado público.

A convergência das mídias traz mais benefícios ou prejuizos para a divulgação das ideias?

Penso que hoje vivemos uma revolução de opções de acesso à informação, que hoje são dispostas das mais diversas formas com imagem, texto e ilustração. E retroceder este cenário é com certeza restringir a divulgação das idéias.
Ano que vem tem eleições, você sempre vota? É contra o voto nulo? Haverá bons candidatos para votarmos?

Sempre voto e, como já trabalhei em várias campanhas eu avalio o candidato pela vida pregressa e pela consistência das propostas. Voto nulo totalmente contra. Pra criticar ou pedir e exigir tem que exercer seu poder de escolha votando! Ai ai...Bons candidatos, tá dificil! Gosto do perfil empreendedor de uns, já trabalhei pra eles. Mas honestamente não suporto o PSDB e nem quem tem mais de 20 anos no poder. Homem correto, que a sua maneira carregou uma bandeira e foi com ela até o fim foi o senador Jonas Pinheiro, trabalhei com ele e pude notar como este homem conhecia o Mato Grosso.

Você lê qual ou quais revistas? E por quê?

Leio os três jornais de MT e sites todos dias. Revista Época, porque preciso me inteirar de algo nacional semanalmente. Leio Você SA, por que, como empresária, preciso ler sobre gestão, investimento, RH, custos, administração enfim o que move a empresa. E Marie Claire, Vogue por que tenho clientes nesta área e adoro estas futilidades!!

Mato Grosso é um estado promissor ou uma parte disso é marketing?

Nunca tive dúvidas, desde a época em que era estudante, que era aqui que eu ia ganhar dinheiro! Parece ter conotação gananciosa esta minha frase. Mas pra mim é paixão! Gente, o que alimenta o PIB brasileiro? Vender manufaturado? Ou vender soja, algodão commodity? Onde isso é produzido? Em Mato Grosso! Eu que vim do Sul, na época em que meu pai se mudou pra Jaciara, início da década de 80, todos do RS já falavam que MT era a terra do desenvolvimento. O RS, apesar de ter milhares de agricultores, não tinha área pra plantar. O Centro Oeste tinha área de terra fértil, extensa e pronta pra trabalhar. Eu vivo aqui desde criança, sempre vivi em fazenda e vejo como isso transforma sua região. Tive a oportunidade de conhecer 96 municípios de MT, e não tenho dúvidas: o que se planta no interior gera emprego na cidade. Digo que o Estado cresceu em razão da produção agrícola, porque fiz dois anos de Assessoria pra Agrishow Cerrado 2005 e 2006 e tenho clientes na área de agro. Pude comprovar que a imprensa nacional só escreve sobre isso quando MT tem algo a falar, quando a produção vai bem, preço cai, preço sobe, chove ou há crise internacional. Quem diz o contrário ou não conhece a história onde vive, ou só conhece terra debaixo da unha, ou ainda é mais um alienado de esquerda que só fala de problema e não tem capacidade de apresentar solução.

Qual é o principal problema social no bairro onde você mora?

Depois que me tornei mãe - meu Deus como isso transforma a gente! - o que mais me revolta é o abandono das crianças, falta de escolas e principalmente de creches. Hoje ajudo algumas creches e, nós, da Ícone, assessoramos o Projeto Via Lactea, que ajuda mães carentes no processo de amamentação e deve se tornar o primeiro banco de leite de MT.

Qual das sete artes - literatura, pintura, música, teatro, escultura, dança e cinema - você mais aprecia?

Adoro ler, mas a Valentina ocupa todo o meu tempo de leitura, hoje eu leio pra ela. E adoro cinema. Mas a música define e inspira todas as etapas da minha vida.

Quando você sente cheiro de chuva, isso te lembra o quê?

Infância, felicidade..... Em Cuiabá .. alívio.....

Aborto é crime?

É ..se não quer ter filho, use contraceptivo. Óbviooooooo.

A família deve ser liberal ou autoritária?
Um misto dos dois. Pra ter direitos tem que ter deveres. A recompensa do cumprimento dos deveres é a liberdade, bem dosada. Fui educada assim e será como meus filhos serão educados.

Camisinha incomoda na hora da transa?

Não tem essa de incomodar: é fundamental.

A melhor matéria tem quais elementos?

O que, onde, como, quando, por que e uma aspas com uma boa dosada de provocação, na curiosidade do leitor em saber mais. Na comunicação corporativa, você tem que alimentar o repórter e por consequência o leitor de noticias que levem a outras.

Os jornais mentem quanto: numa escala crescente de 0 a 10?

Difícil e comprometedora. Falo com editores e repórteres todos os dias. Acho que não tem essa de mentira. O que ocorre são as “interpretações” levadas pela linha editorial.

Você é do tipo que se incomoda com tudo que anda errado ou mais desligada?

Me incomodo. No dia que parar de me chatear com o que vejo de errado,seja em um buraco na rua ou um escândalo político, me interna porque não tô bem!

Qual é o mal deste século?

A Intolerância e o egoísmo em todas as escalas.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Se a vida começasse agora, se o mundo fosse nosso de vez...

Planeta Atlântida, 14 anos agitando o Sul do Brasil

Rock in Rio: vem mais por aí...
Rei do Rock, certamente fazendo alguns shows pra galera lá de cima

Pois é, pessoal, de novo meu blog ficou largado às traças, mais uns dias que a mãe desnaturada fica longe do filho...De qualquer forma, o mundo não para de girar, os fatos não param de ocorrer, e as informações chegam a todo segundo. 2010 entrou com força total, cheio de perspectivas, notícias positivas para a economia brasileira e marcos importantes. Para mim, na verdade, começou com um "senhor" congestionamento sentido Floripa - Curitiba. O "pequeno" atraso de 4h resultou na perda do voo que me traria de volta à Cuiabá, e uma consequente viagem de quase 27h. Acontece! O importante é que sobrevivi.

Passadas essas primeiras emoções (nada boas na minha opinião, pois desencadearam desespero e cansaço), a vida continuou, a rotina retornou e as pessoas seguem caminhando a passos largos (pelo menos a maioria). Algumas datas dessa primeira quinzena de janeiro chamam atenção, a saber:

  • O Rei do Rock, indiscutivelmente, Elvis Presley, faria 75 anos caso estivesse vivo. Infelizmente já ocupou seu lugar no ceú há 33 anos. Acredito eu que ele ainda faça alguns shows por lá, para animar a galera da vida eterna, afinal, sem música não dá pra viver (ou morrer). Enfim..o fato é que o músico partiu antes mesmo de eu nascer, e até hoje é uma fonte rentável, vende diversos LPs e CDs e a empresa que administra tudo isso continua lucrando muito às custas do sucesso que o cara fez enquanto estava por aqui. Eu, particularmente, sou a favor, afinal, quem curte o som dele, não vai deixar de curtir porque ele se foi e certamente, continua adquirindo os discos e toda gama de produtos fabricados (até uma barbie alusiva será lançada, acreditam?).
Milhares de fãs no mundo inteiro prestaram homenagem a ele na última sexta-feira, 08. E o sucesso do Rei também é algo indiscutível. Os números de vendas, publicações, fã clubes, etc são gigantescos e comprovam por que ele é considerado um artista mais consagrado até mesmo que os Beatles. Charme e estilo copiados por todos os cantos eram marcas registradas de Elvis. Ainda hoje é possível ver por aí diversos covers do músico.

Eu só fico aqui pensando como seria se eu tivesse vivido naquela época. Os cenários rondam o imaginário de muita gente. E se eu tivesse sido uma das inúmeras mulheres que passaram pela vida dele? Ia ter história para contar, com certeza. Fico pensando também como seria se ele estivesse vivíssimo ainda. Não sei se teria tanta disposição pro palco, pra dançar e se produzir tanto, mas que ía animar a galera e levar muita alegria aos fãs, certamente ía.
  • Bom...fazendo história aí também o maior festival de música do Brasil, o Rock in Rio, que completou 25 anos da primeira edição, na segunda-feira, 11. O evento, que mais parecia uma insanidade do idealizador Roberto Medina, acabou reunindo 150 mil pessoas por noite (foram dez dias de festival) e passou o público registrado no lendário festival de Woodstock em 1969. Não é brincadeira né?! Quem pode, pode.

E o fato é que a ideia deu certo e sete edições da festa já ocorreram, não se limitando apenas ao Brasil. O país de origem sediou três, Portugal outras três e a Espanha uma edição. Rock in Rio conquistando o mundo... E não foram poucas as figurinhas que por aqui passaram, não. Iron Maiden, Queen, AC/DC, Scorpions e Ozzy Osbourne foram alguns dos nomes que tornaram a festa o maior sucesso.

A previsão é que o festival retorne para o berço em 2012. Os apaixonados pelo agito mal podem esperar a confirmação e aposto que já começam os preparativos e planejamentos para marcar presença. Especulações dão conta de que talvez o mega evento não se realize no Rio de Janeiro, mas sim, em São Paulo. É esperar para ver!

E as reclamações quanto à escalação das bandas já começam a aparecer. Como em tudo que diz respeito à comercialização, nesse caso não é diferente: querem chamar o que o povão gosta de ver, o que vende, sendo assim, aparecem uns seres que nada tem a ver com rock and roll. Lembrando que o público do rock é fiel, portanto, não deixa os ídolos de lado para curtir modinhas. Eu ouvi falar em Xuxa no Rock in Rio??? Deprimente...

  • E para fechar a primeira quinzena de janeiro com chave de ouro, outra data importante. No circuito musical brasileiro há quase 15 anos o maior festival do Sul do país, o Planeta Atlântida. Começa amanhã a edição catarinense, em Floripa, meu antigo porto, e até sábado inúmeras atrações passam pelos palcos da festa de verão.

Esse eu conheço um pouquinho melhor, já tive a oportunidade de prestigiar nos anos anteriores e infelizmente, não poderei estar presente desta vez. Nem tudo é possível, não é?! Mas de qualquer forma, acompanho tudinho à distância. Nada como estar lá e sentir na pele, não sou apenas uma mera reprodutora do que leio e ouço falar. Mas sim, tenho o meu olhar e posso relatar coisas que nem todos observam.

Planeta é mágico e aguardado o ano inteiro por quem aprecia o festival. Mas a galera também anda reclamando muito aí das atrações. Está cada vez mais popular, e cada vez menos rock and roll. Só Vitor e Léo ou Ivete Sangalo que conseguem levar 40 mil para o parque Planeta? Eu espero que não, e deixo aqui a dica para que a essência do festival não se dissolva e ele não perca o público alvo: chamem Nando Reis, Titãs, Frejat e gente desse naipe para tocar. Sertanejo e pagode não são a cara do Planeta!

Mês que vem o festival está chegando no Rio Grande do Sul também, local onde iniciou as atividades em 1996. Galera de Atlântida e arredores terão duas noites para curtir tudo de bom que a vida tem a oferecer. É isso aí...o Sol brilha no mar e reflete...Na esperança por dias melhores!!!

sábado, 2 de janeiro de 2010

Entra ano e sai ano...


O ano de 2009 se despediu, para alguns em grande estilo, para alguns com estilo e para outros com poucas ou nenhuma coisa boa na bagagem. Cada um com seus problemas e alegrias fez uma avaliação do ano que passou (ou não fez), pensou o que deve consertar ou manter para 2010. Enfim...no final de ano atitudes como essa são recorrentes.
No entanto, eu com minha pouca meditação (que deveria ter feito, mas não fiz), sempre lembro de uma música do Humberto Gessinger que faz referência a isso. Na composição "A Revolta dos Dândis I", do disco "A Revolta dos Dândis", de 1987 (por coincidência, ano em que nasci), o músico cita: entra ano e sai ano, sempre os mesmos planos".
A letra toda da música me prende, e esse verso em especial significa muito para mim. Planos para o próximo ano, práticas para o próximo mês, dietas para a próxima segunda-feira. Quem não faz isso? Sempre adiamos o que podemos concretizar em breve. Inclusive algo já foi mencionado no post anterior ao falar da saudade. Quem verdadeiramente muda os objetivos? Para isso acontecer é preciso realizá-los sempre, para que no outro ano, haja espaço para novos sonhos e conquistas. Mas algumas pessoas continuam a bater na mesma tecla. Acredito que isso aconteça porque lá pelo mês de maio/junho é como se tudo tivesse ficado muito para trás, e aquela empolgação inicial já tenha acabado e sido esquecida: não é mais preciso realizar os desejos ou as promessas, já se começa a pensar nos próximos, tudo parece perdido!
Não podemos esquecer que até dezembro ainda é tempo de correr atrás dos objetivos e terminar o ano com a sensação de dever cumprido, de meta alcançada, afinal, poucas coisas dão mais prazer do que isso, seja no âmbito profissional, pessoal ou em qualquer outro. Realizar sonhos, conquistar coisas e também pessoas é peculiar do ser humano. Não seria preciso esperar um ano se iniciar para tanto, mas ele serve como um marco, um momento decisivo, de renovação. Dessa forma, defendo que fazer tais planos é sim necessário. "Onde quero chegar? Onde quero estar quando 2010 acabar? Como pretendo que seja minha vida até lá?". Essas perguntas serão guias para os passos e caminhos trilhados ao longo do ano. Estabelecer metas, prazos para si mesmo e a certeza de que todos serão alcançados, estudar meios para que isso aconteça...
Embora eu seja muito fã das composições do Gessinger, eu diria para que ninguém se utilize da ironia desse verso e faça os mesmos planos a cada ano, e sim, conquiste todos, para buscar novos no próximo. Os objetivos e os sonhos são motivadores da vida. Crie os seus! Pegue uma caneta e um papel e anote tudo que deseja para 2010. À medida que for conseguindo, vá riscando. A alegria será maior ao chegar no final do ano e ver que tudo já foi riscado, conquistado. Mérito seu! Se preferir, não anote, guarde na mente, mas faça os seus planos, seja orando, seja pulando as sete ondinhas e pedindo para Iemanjá, seja com os grãos da lentinha...a superstição cabe a cada um, mas não deixe de sonhar, e mais impotante: não deixe de realizar!
Feliz 2010!!!