É o meu Rio Grande do Sul céu, sol, sul terra e cor
domingo, 20 de setembro de 2009
Um gaúcho é só saudade longe das coisas do pago
É o meu Rio Grande do Sul céu, sol, sul terra e cor
Sentimento de liberdade e patriotismo

HISTÓRIA - Por Emília Fernandes
A Revolução Farroupilha, iniciada em 20 de setembro de 1835, e que durou cerca de 10 anos, envolveu em sucessivos e espetaculares combates, segundo os historiadores, cerca de 20 mil homens e mulheres em luta, resultando na morte heróica de aproximadamente 3.500 pessoas, em sua maioria revolucionários.
Unindo e mobilizando os farrapos, sob a liderança de homens e mulheres do porte de Bento Goançalves, Giuseppe Garibaldi, David Canabarro, Antônio da Silva Neto, Domingos Crescêncio e Anita Garibaldi, estava o sentimento de rebeldia contra a centralização do Poder Federal, que se manifestava, de forma especial, na espoliação econômica da região.
Entre as principais causas do levante, estavam a penalização dos produtos agropecuários, especialmente o charque, com altos impostos e, também, a expropriação e desvio dos recursos acumulados no Estado, até mesmo para pagar dívidas federais junto à Inglaterra.
Mas, além disso, a Revolução Farroupilha transformou-se em um momento de construção e afirmação dos princípios sociais, políticos, econômicos, culturais, e, talvez, principalmente ideológicos, que orientam a sociedade gaúcha até hoje.
Apesar da guerra, do ataque constante do poder imperial, os rebeldes farrapos mantiveram a atividade econômica, desenvolveram as estruturas de poder, tanto civil quanto militar, e introduziram revolucionárias práticas democráticas.
Em 1837 e 1838, libertaram os escravos, que haviam participado da revolução; reduziram os impostos sobre exportação e restabeleceram o imposto sobre importação de gado; criaram uma fábrica de arreios e outra de curtir couros e promoveram o recenseamento da população.
Ainda, dentre as medidas mais importantes, institui-se a Assembléia Constituinte e o sistema eleitoral baseado no sufrágio universal, com voto obrigatório e apuração perante o povo reunido. O processo revolucionário, em sua radicalidade, também foi determinante para aprofundar a definição do perfil da mulher gaúcha, que, no rigor da guerra, destacou-se pela determinação, iniciativa, objetividade, ousadia e coragem.
Além daquelas que participaram diretamente da revolução, milhares de mulheres, na ausência dos homens, deslocados para a guerra, passaram a responder integralmente pelas atividades produtivas, pelas questões sociais, pela administração das propriedades e pela educação da família, bem como, todas as demais responsabilidades.
A Revolução Farroupilha não teria sucesso sem a participação também heróica, dessas milhares de mulheres anônimas. Aliás, arrisco dizer que, considerando o fato do Rio Grande ter vivido praticamente 100 anos em guerras fronteiriças constantes, a história do Estado, e mesmo do Brasil, seria diferente, não fosse a atuação da mulher.
A Revolução Farroupilha, portanto, deixou muitos ensinamentos, dentre os quais, certamente, destacam-se o sentimento de soberania em relação ao poder central, o profundo espírito de integração da sociedade com o poder público e um grande senso de patriotismo.
Tal reconhecimento ensejou ao povo sulino, sensorialmente, o sentimento de firmeza de caráter e de ação dos seus ancestrais, sensibilizando-o como um seu predestinado continuado no tempo e no espaço.
sábado, 19 de setembro de 2009
Ela lava, ele enxuga
Ao chegar lá na sexta-feira, 18, já pude notar o clima envolvente e a preferência dos cuiabanos pelo espaço para sair, relaxar e jantar com a família e amigos. O local virou ponto de encontro por proporcionar boa música, bom atendimento e espetáculos gratuitos em ambiente agradável ao ar livre.
Nessa noite, a Cia. Thereza João apresentava na sala de Teatro a peça Ela lava, ele enxuga. Como admiradora e amiga fui prestigiar o trabalho dos talentosos João Manuel e Thereza Helena. Baseado em contos e crônicas de Fernando Sabino, o espetáculo contou ainda com a presença do ator Frank Busatto.
As ações se passavam em uma cozinha e arrancaram muitos risos da platéia. Além da raiz cômica, os textos são reflexos do nosso cotidiano ou de situações pelas quais todo mundo já passou um dia. O ambiente doméstico foi escolhido como cenário por ser um local de convívio entre esposa/ marido, pais/ filhos.
O fio condutor de todos os contos que se sucediam era o olhar masculino a cerca de características femininas. A capacidade da mulher de enfeitiçar, persuadir e olhar ironicamente para os homens foram interpretados ora com ações, ora com narrações.
O cenário foi muito bem planejado com poucos objetos que cumpriam perfeitamente seu papel. O destaque fica por conta da trilha sonora alternativa. Todos os sons foram produzidos através dos próprios utensílios da cozinha, como armário, talheres e pratos. A criatividade dos atores merece aplausos, que encheram o palco de magia e mostraram que o teatro é a união de várias artes.
Abaixo, um trecho do conto Ela lava, ele enxuga:
— Eu hoje quero jantar fora — foi declarando, categórica, quando ele lhe abriu a porta.
— Onde você andou? — perguntou ele, dando-lhe passagem.
— Fui ao cabeleireiro. E você? Tentei te avisar o dia todo.
— Me avisar o quê?
— Que eu queria jantar fora.
— Vim mais cedo para casa. Como não te encontrei...
— Nem podia encontrar, pois eu estava no cabeleireiro.
— Eu sei, você já falou. Não te encontrei, e estava com fome...Que é que ele queria dizer? Que já havia jantado?
— Jantado, propriamente, não. Como estava com fome, fritei um ovo, e tinha um resto de arroz na geladeira... Não achei mais nada.
— Não achou nada porque eu não vim fazer o jantar.
— Estou sabendo. Foi ao cabeleireiro
— Isso mesmo. Fui e hoje eu quero jantar fora — insistiu ela: — Não venha me dizer que você não vai me levar só porque comeu um ovo.
— Calma, minha filha — fez ele, evasivo:
— Jantar onde? Você nem acabou de chegar da rua e já quer sair de novo. Que diabo de penteado é esse?O comentário final foi a gota d'água — ela, que esperava dele um elogio pelo penteado.
— Não pensa que você me leva na conversa — protestou, indignada: — Eu quero saber se vai me levar para jantar. Se não vai, diga logo, que eu vou sozinha.Um tanto temerária, aquela afirmativa, admitiu ela para si mesma: jantar sozinha como? onde? com quem? e pagar com quê?— Estou com fome... — choramingou, para ganhar tempo.
Ele fora sentar-se diante da televisão, indiferente, enquanto ela ficava por ali, lamuriando a sua fome.
— Vê se encontra aí qualquer coisa para comer, como eu fiz — ele se limitou a dizer.
Ela botou as mãos na cintura e sacudiu com raiva a cabeça, ao risco de desmanchar o penteado:— Olha bem para mim e vê se me acha com cara de arroz com ovo.
— Ovo, só tinha um — ele ria, o cínico! — E o arroz já era.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
O Sorriso de uma Criança
O Nascimento de um blog

De lá para cá, pensei inúmeras vezes em criar o MEU blog. De 2008 em diante, a vontade bateu mais forte, mas eu ainda não sabia como direcionar, que assunto tratar. Ideias mil, e poucas conclusões. Deixei o tempo passar até o dia que me senti madura para ser "mãe". Acho que agora estou pronta!