quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Por que reconhecer o outro incomoda tanto?

Estava lendo o jornal A Gazeta hoje e achei esse artigo interessante, portanto, reproduzo aqui. Para reflexão e não apenas para isso, mas que possa ser colocado em prática.

Por: Claudinet Antônio Coltri Júnior
Ao serem indagados sobre o porquê de não proferirem uma palavra sequer de reconhecimento quando um colaborador faz um bom trabalho, já ouvi de muitos empresário que assim o fazem a fala de que o colaborador acaba por se achar superior, o ego fica alto e o resultado, no fim, é uma crise de clima dentro da organização.

O fato é que há um despreparo descomunal no quesito reconhecimento. Ele é de suma importância para o ser humano. Ser reconhecido é ter a chance de ver novamente. Vemo-nos muito pouco (só quando nos olhamos no espelho - as mulheres se veem mais que os homens, é verdade). Quando alguém nos reconhece, nos vem a sensação de sermos parte, de sermos importantes, de termos valor e, assim, nos possibilita reconheçamo-nos (re-conhecer, ou seja, conhecer novamente). Portanto, quando você reconhece o trabalho
de alguém, o que vale é a criação do ambiente para que a pessoa se encontre.

Por outro lado (somos dois contra a parede e tudo tem três lados, Skank, Três lados), existe aquele (e não são poucos) que veio ao mundo na ânsia de ser Deus (tem o que acha que é e há o que tem certeza). Esse não tem o superego, tem um "teraego". Assim, os empresários não estão de todo errados, pois há pessoas que realmente criam problemas ao ter o seu trabalho enaltecido. Como diz o popular: "Ficam se achando".

Muitas vezes nos deparamos com deturpações conceituais. Priorizamos o novo em detrimento do moderno. O moderno é algo atual, que vale, e que pode ter sido criado há milênios. O novo, nem sempre. O dilema reconhecer ou não reconhecer já era conhecido e tratado pelos romanos, na antiguidade, mas o conceito ainda é válido. Lá, quando um general ganhava uma batalha, seu exército ficava do lado de fora das muralhas enquanto o "chefão" adentrava em direção ao Senado para receber uma bandeja de prata com palmeiras, ou seja, uma salva (bandeja) de palmas. Era uma honra incomparável (tanto que o Domingo de Ramos é a ovação a Cristo com folhas de palmeiras que foram usadas para cobrir o chão por onde Ele passava).

O percurso era feito em uma biga (carro romano puxado por dois cavalos), que era conduzida por um escravo. Por força de lei, a biga era acompanhada por outro escravo que ia a pé e que, a cada quinhentas jardas (aproximadamente 455 metros), tinha que subir na biga e falar ao ouvido do general a seguinte frase: "Lembra-te que és mortal!"

É bom que se diga que cada um de nós não é bom, nem ruim, não é competente tampouco incompetente. Cada um de nós está! Na língua inglesa o ser/estar andam juntos (to be), o que é bom, pois somos (hoje) o que estamos. Mas a língua portuguesa, na riqueza que lhe é peculiar, nos permite ver, ao separar o ser do estar, que podemos mudar, que a situação é de momento. Você pode estar usufruindo o maior sucesso, mas se não cuidar dele, pode entrar em derrocada em pouco tempo (lembra-te que és mortal). Você pode estar vivendo um momento difícil da vida, mas, dependendo das suas atitudes hoje, você poderá em breve se deliciar de novas sensações de sucesso (o futuro muda o tempo todo em função das nossas atitudes de hoje).

Assim, temos que encontrar o equilíbrio entre o lembrarmos que somos mortais quando as coisas estão a nosso favor e, ao mesmo tempo, lembrarmos que somos centelha (fagulha, faísca, uma parte de) divina. Há os que acham que são mais do que são. Há os que acham que são menos do que são. É preciso equilibrar o que você é com o que você pensa que é. Pessoas que encontram esse caminho do meio são mais felizes.

Minha sugestão aos empresários é que contratem alguém para berrar, que seja, no ouvido do seu colaborador que acha que o mundo gira em torno dele, o "lembra-te que tu és mortal". O investimento vale a pena, visto que a maioria de seus colaboradores está esperando um simples: "muito bom trabalho!" para poderem sair do extremo "eu não valho nada", irem ao meio "eu sou útil" e, assim, obter maiores resultados. Reconheça-se (e lembra-te que é mortal!). Reconheça o outro (mesmo tendo que lembrá-lo, também, que ele é mortal!).


Claudinet Antônio Coltri Júnior é palestrante; consultor organizacional; coordenador da área de gestão da Educação Tecnológica do Univag e escreve em A Gazeta às quintas-feiras. Web-site: www.coltri.com.br
- E-mail: junior@coltri.com.br - Twitter: http://twitter.com/coltri

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Show de mau gosto em playback

Tive o desprazer de assistir um bloco do Altas Horas no último sábado (06.02) e confirmar algo que eu já sabia. Deixe-me explicar: não é desprazer algum assistir ao Altas Horas, pelo contrário, como o slogan já diz: vida inteligente na madrugada! Porém, entre os tantos convidados interessantes que circulam por lá, no final de um dos blocos o Serginho chamou a estrela internacional Beyoncé.

Ridículo terminar meu sábado assistindo àquela mulher igualmente ridícula dançando em estilo Eguinha Pocotó. Sei que frente aos homens não tenho argumento algum: ela tem um corpão e eles adoram, jamais vão achar a morena ridícula. Algumas mulheres, levadas pelos modismos musicais também encontram atrativos na cantora. Será que só eu penso de outra forma? Será que só eu enxergo o quanto ela é de extremo mau gosto?!
Se eu comentar que ela estava cantando de playback piora a situação. Enquanto ela fingia mostrar todo seu potencial vocal, um vento levantava o vestido já levantado, (aliás, não era um vestido aquilo porque não escondia nem as dobrinhas da bunda) e os cabelos loiros tão ridículos quanto ela, que por sinal estavam alisados (no Fantástico vi as imagens do show no Rio e os cabelos estavam crespos, melhores que o liso falsificado).

Não bastasse esse festival de baixaria, a cantora tão famosa e premiada ficava batendo na bunda, como na época em que um certo funk fazia sucesso por aí. Me salvem dessa banalização da música ruim, sem conteúdo, e com apologia a tudo que não presta! Será que a Eguinha Pocotó não morreu???

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Absurdo: reajuste de salário para ministros

É triste abrir o jornal e saber que os ministros do Supremo Tribunal Federal ganharam reajuste de salário que beira os R$ 27 mil. Gostaria de saber o que de tão importante eles fazem para atingir um valor desses! Não querendo desmerecer a competência e o estudo dos nobres ministros, mas isso é um absurdo. Em setembro já haviam recebido aumento e agora outro... E o pior: ainda ficaram reclamando, queriam 14,09% de acréscimo; conseguiram "apenas" 8,88%.

Não me interessa se eles definem os rumos da política, da sociedade, da economia, se atuam em conjunto para o "bem da Nação". Isso não me convence! Muita gente que não tem um décimo desse salário depositado todo mês em sua conta bancária faz muito mais em prol da sociedade que os queridos ministros. Cidadãos, pessoas batalhadoras, de caráter, que no dia a dia tomam decisões profissionais e familiares, que educam os filhos, praticam filantropia, dedicam seu tempo a cuidar de crianças abandonadas, de idosos, de necessitados...esses sim, são os que movimentam verdadeiramente as estruturas de um país. São eles que fazem a diferença e não pessoas iguais ao Gilmar Mendes, que acreditam cegamente e dizem que jornalista não precisa ter diploma porque não tem conhecimento técnico (é isso que ele vai fazer lá?).

Enquanto o presidente do Supremo gasta seu tempo analisando essa questão, há pessoas do lado de fora sobrevivendo e sustentando famílias com um mísero salariozinho de R$ 500. E olhe lá os que ainda têm isso. Conheço gente que vive com menos! Não satisfeito, o excelentíssimo procurador-geral da República também levou uma fatia do bolo dos que alcançam o teto salarial. Cuidado, senhores, a cabeça de vocês já está batendo no teto, não dá mais pra subir nesse momento!

domingo, 24 de janeiro de 2010

No Meio de Tudo, Você!!!

Estranhas as sensações do final de semana, não é?! Por mais que esteja feliz, por mais que a semana ou o sábado tenham sido legais, produtivos, divertidos, sempre acordo com uma sensação estranha, principalmente no domingo, quando tenho a TPS - tensão pré segunda. No sábado acordo com um pensamento que pode mudar, variar ou permanecer ao longo do dia. Domingo bate aquela angústia incontrolável e a certeza de que o "findi" não rendeu. Em meio à tantas coisas que precisava fazer, parei pra assistir o último DVD que os Engenheiros do Hawaii lançaram, Novos Horizontes (2007).

É fato que todas aquelas músicas e poesias do Gessinger me tocam profundamente. Isso é incontestável, sempre foi. Destaque para a canção No Meio de Tudo Você. A letra relata a realidade atual, que faz com que fiquemos surpreendidos com as coisas boas da vida, como se isso fosse demais pra nós. Chegar em casa quase vivo, liberdade de escolha, honestidade... Tudo isso não deveria ser normal? Não deveria ser algo que merecemos?

Estamos tão acostumados ao sistema, ao dia a dia, à possibilidade de não voltarmos pra casa depois do trabalho, que ter um pouco de silêncio e um copo de água pura se torna algo imensurável. Parece que tudo que temos/conquistamos é demais, é o máximo. Alguém já parou pra pensar que a gente "entra na fila pra comprar ingresso pra levar porrada"? É como se fechássemos os olhos para as hipocrisias. "Finge que não vê, diz que não foi nada e leva mais porrada".

O lado bom da música, que também é muito real, é que sempre há alguém para nos salvar dessa selva de pedra. Uma pessoa apenas, um sorriso, uma palavra de conforto, podem nos fazer acreditar que o mundo é mais justo (mesmo que não seja). Feliz de quem tem essas pessoas por perto para amenizar as cargas negativas que carregamos. Sem mais palavras para o momento, resta apenas dizer: No meio de tudo você me salva da selva; no meio de tudo, acima de tudo, você!!!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O Anjo das Pernas Tortas


Há exatos 27 anos o futebol brasileiro perdia um grande astro. Morria em 20 de janeiro de 1983 o Garrincha. Embora eu e toda galera da nossa geração nem estivesse pensando em nascer ainda, certamente todo mundo já ouviu falar dele. O cara ficou conhecido pelo futebol-arte e pelas pernas tortas: a esquerda era seis centímetros mais curta que a direita e flexionava para o lado direito.


Mesmo com esse defeitinho, proporcionou momentos de grandes alegrias para os torcedores do Botafogo, Corinthians e Flamengo, e claro, para toda noção que ama o futebol e o Brasil, afinal, esteve presente em três Copas do Mundo (conquistou duas). O craque faleceu aos 49 anos em decorrência do alcoolismo. Como dizia Cazuza "meus heróis morreram de overdose". Nada é perfeito né, galera?! E aqueles que fazem a alegria da massa e dão o exemplo de como levar uma vida saudável, pois esporte é fonte de saúde, às vezes decepcionam.


Aproveitando o assunto, hoje saiu uma lista com os melhores técnicos do mundo, e o nosso Felipão (infelizmente gremista, mas a gente perdoa) está lá entre os TOP 10. Com 38 pontos na escalação da Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol, Luiz Felipe Scolari ficou em 9º lugar. O primeiríssimo lugar ficou com Alex Ferguson Escócia, técnico do Manchester United.


E o Brasil não fez feio, não, afinal, se não fosse assim não seria o país do futebol, não é?! Parreira assumiu a 17ª colocação, Dunga ficou em 19º, Zagallo em 22º e Wanderley Luxemburgo ainda conseguiu dar o ar da graça com a 38ª posição. É..parabéns, moçada!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Animais: fontes de felicidade

Os personagens ao lado estão entre as minhas maiores paixões. Esses da foto especificamente são simbólicos, apenas representam duas espécies de animais que eu gosto muito. Hoje eu quero falar deles.

Ontem fui caminhar no Parque Mãe Bonifácia, local onde ainda é possível respirar um pouco de ar puro, acelerar o metabolismo e ter a agradável surpresa de se deparar com alguns bichinhos. Em geral, vejo por lá uns simpáticos macaquinhos, mas ontem encontrei um animal doméstico, que destoa da paisagem.

No meio da trilha onde o pessoal corre, caminha ou passeia, avistei um gatinho preto, menor que a minha garrafa de água. Como uma apaixonada enlouquecida, tive que parar para fazer um carinho. Preto, pêlos arrepiados pela chuva e cara de assustado. Certamente, fora abandonado ou estava perdido nas bandas de lá, embora alguém tenha insistido em dizer que ele pertencia ao prédio ao lado. Duvido!

O fato é que meu coração se corta ao ver tal cena. Sempre fui fraca pra isso, ainda mais considerando o tamanho do bicho, indefeso, que não teve tempo suficiente para aprender a sobreviver nesse mundo cruel e competitivo. Se eu pudesse, levaria comigo, nem que fosse para dar uma voltinha no parque, e deixaria ele de volta no lugar, mas a sensibilidade me pegaria, e eu me apegaria. Infelizmente não posso levar para casa, cuidar e criar.

Depois de ir embora, contei algumas histórias de infância pro meu amigo, todas envolvendo as peripécias com gatos e cachorros, histórias que justificam minha paixão, meu apego. À noite ao falar com minha mãe, fiquei sabendo que ela (coração sensível também) já adotou mais dois gatos que apareceram em casa. O animal vai chegando, chegando, e quando vemos, já está lá, fazendo parte da família. Acho que não há dúvida que puxei à mãe!

Esse gatinho inocente e tantos outros animais que estão na rua atualmente, só comprovam a falta de preocupação do ser humano. Por mais difícil que seja criar um "mundaréo" de bichos, alimentar e evitar a reprodução desenfreada dos mesmos, abandonar um ser vivo na rua é muita falta de amor. Se não tiver como criar, procure alguém interessado em adotar, sempre tem gente com interesse. Só não procure meios de se livrar de uns seres tão fofos e companheiros, que verdadeiramente demonstram afeto e amor por quem os cria. Esses animais fazem a alegria das pessoas, alegram as casas, os filhos, ocupam o lugar deles no espaço e sabem recompensar aqueles que os alimentam e os deixam viver. Respeite os animais e faça tudo que puder pela sobrevivência deles! Falei???

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Mãe, esposa, profissional, empresária e amiga: mulher moderna

Ela é tudo isso e mais um pouco! As linhas a seguir jamais traduzirão toda sua essência, mas para quem não a conhece vão passar uma breve ideia da leveza e profissionalismo com que pauta sua vida; quem conhece, vai enxergá-la exatamente como é: sorte sua!

Estou falando da jornalista Paola Carlini (que por sinal é minha chefe). Nem todos acreditam em destino, mas o meu já estava traçado, e ela estava lá para me conduzir pelos caminhos profissionais. Nesses sete meses, tem me dado a oportunidade de crescer, e não tenho desperdiçado. A interrogo e observo, pois admiro a forma como encara o dia a dia, o trabalho, a casa, a família, o lazer...

Na entrevista de emprego, em uma quarta-feira, falou que iria entrevistar outras pessoas e na sexta daria o retorno, para início na próxima segunda. Naquela mesma noite de quarta me ligou dizendo: "Você começa amanhã, fui com a sua cara mesmo, espero não me arrepender". Hoje é ela que não vive sem mim...hehehe. "Puxa saquismos" e modéstias à parte, Paola é conhecida, respeitada, ótima mãe, esposa e hoje, minha amiga, adora dar uns conselhos para quem vive uma fase que ela já viveu.

Mal humor? Desânimo? Nunca vi. Às vezes estressada, mas nunca comigo (graças a Deus), mas convenhamos, em alguns momentos é preciso soltar o verbo, portanto, a irritação não é nada que mude seu tom.

Conheça um pouco mais dessa gaúcha, moradora de Cuiabá, na entrevista a seguir (que reproduzi do site do Sindicato dos Jornalistas de MT). As perguntas idealizadas por Keka Werneck entrarão para um livro em breve, que reunirá outros jornalistas do estado. Minha chefe estampada em páginas que futuramente serão fonte de pesquisa e história, registrando-a assim, na posteridade. Quem pode, pode, quem não pode corre atrás! Eu tô indo...





A Paola recém-formada em jornalismo e a Paola de hoje têm muita diferença entre elas? Quais?

Sempre fui muito determinada e intensa no que faço, sempre soube o quis e nunca deixei (nem meus pais) ninguém dizer que eu não podia fazer aquilo ou isso, que não tinha capacidade. A intensidade continua a mesma. Mas percebo ao longo dos anos que a recém formada era muito ideológica, era romântica, receio que todos saem assim dos portões principalmente de um UF. Hoje sou mais pragmática, mais centrada. E 10 vezes mais determinada. Se tem algo que carrego comigo, desde sempre, é o prazer e alegria de fazer o que faço, em tudo. Sou muito grata ainda em ter trabalhado em redação de impresso. Carrego a experiência de repórter. Até hoje, como pessoa e como profissional. Ter tido a chance de conhecer tantas histórias tão distintas me deu um senso de justiça que jamais poderia ter desenvolvido de outro modo.

O que leva um jornalista a montar a própria empresa?

Venho de uma família de empreendedores, meu avós, meu pai, sempre tiveram seu próprio negócio. E as coisas foram acontecendo, a princípio a empresa foi montada com quatro sócios, depois ficaram duas. No entanto, penso que só eu queria a empresa. Fui comprando a parte de cada um até a maior parte, como tenho hoje, mas tenho uma sócia, a Ana Assumpção, que começou como minha estagiária. Acho que a idéia de construir algo e ser reconhecida no que faço me move todos os dias. Apesar dos impostos, custos altos para micro empresa...enfim...

Diploma de jornalista tem algum valor? Para quê? Você defende ou não a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo?

Em absoluto, sou completamente favorável ao diploma. Defendo até o fim. Ué! Pra ser jornalista não tem que estudar? Rasgaram todos livros. Vamos fazer a revolta dos burros dos que acham que sabem escrever. Centenas de profissionais escreveram livros, publicaram teses, todos elocubram até hoje como se dá o processo Mensagem e Meio e vem um dizer que não tem que estudar pra isso! Só quem exercita todos os dias a arte de escrever e transmitir sabe o quanto é difícil levar uma idéia ou informação a determinado público.

A convergência das mídias traz mais benefícios ou prejuizos para a divulgação das ideias?

Penso que hoje vivemos uma revolução de opções de acesso à informação, que hoje são dispostas das mais diversas formas com imagem, texto e ilustração. E retroceder este cenário é com certeza restringir a divulgação das idéias.
Ano que vem tem eleições, você sempre vota? É contra o voto nulo? Haverá bons candidatos para votarmos?

Sempre voto e, como já trabalhei em várias campanhas eu avalio o candidato pela vida pregressa e pela consistência das propostas. Voto nulo totalmente contra. Pra criticar ou pedir e exigir tem que exercer seu poder de escolha votando! Ai ai...Bons candidatos, tá dificil! Gosto do perfil empreendedor de uns, já trabalhei pra eles. Mas honestamente não suporto o PSDB e nem quem tem mais de 20 anos no poder. Homem correto, que a sua maneira carregou uma bandeira e foi com ela até o fim foi o senador Jonas Pinheiro, trabalhei com ele e pude notar como este homem conhecia o Mato Grosso.

Você lê qual ou quais revistas? E por quê?

Leio os três jornais de MT e sites todos dias. Revista Época, porque preciso me inteirar de algo nacional semanalmente. Leio Você SA, por que, como empresária, preciso ler sobre gestão, investimento, RH, custos, administração enfim o que move a empresa. E Marie Claire, Vogue por que tenho clientes nesta área e adoro estas futilidades!!

Mato Grosso é um estado promissor ou uma parte disso é marketing?

Nunca tive dúvidas, desde a época em que era estudante, que era aqui que eu ia ganhar dinheiro! Parece ter conotação gananciosa esta minha frase. Mas pra mim é paixão! Gente, o que alimenta o PIB brasileiro? Vender manufaturado? Ou vender soja, algodão commodity? Onde isso é produzido? Em Mato Grosso! Eu que vim do Sul, na época em que meu pai se mudou pra Jaciara, início da década de 80, todos do RS já falavam que MT era a terra do desenvolvimento. O RS, apesar de ter milhares de agricultores, não tinha área pra plantar. O Centro Oeste tinha área de terra fértil, extensa e pronta pra trabalhar. Eu vivo aqui desde criança, sempre vivi em fazenda e vejo como isso transforma sua região. Tive a oportunidade de conhecer 96 municípios de MT, e não tenho dúvidas: o que se planta no interior gera emprego na cidade. Digo que o Estado cresceu em razão da produção agrícola, porque fiz dois anos de Assessoria pra Agrishow Cerrado 2005 e 2006 e tenho clientes na área de agro. Pude comprovar que a imprensa nacional só escreve sobre isso quando MT tem algo a falar, quando a produção vai bem, preço cai, preço sobe, chove ou há crise internacional. Quem diz o contrário ou não conhece a história onde vive, ou só conhece terra debaixo da unha, ou ainda é mais um alienado de esquerda que só fala de problema e não tem capacidade de apresentar solução.

Qual é o principal problema social no bairro onde você mora?

Depois que me tornei mãe - meu Deus como isso transforma a gente! - o que mais me revolta é o abandono das crianças, falta de escolas e principalmente de creches. Hoje ajudo algumas creches e, nós, da Ícone, assessoramos o Projeto Via Lactea, que ajuda mães carentes no processo de amamentação e deve se tornar o primeiro banco de leite de MT.

Qual das sete artes - literatura, pintura, música, teatro, escultura, dança e cinema - você mais aprecia?

Adoro ler, mas a Valentina ocupa todo o meu tempo de leitura, hoje eu leio pra ela. E adoro cinema. Mas a música define e inspira todas as etapas da minha vida.

Quando você sente cheiro de chuva, isso te lembra o quê?

Infância, felicidade..... Em Cuiabá .. alívio.....

Aborto é crime?

É ..se não quer ter filho, use contraceptivo. Óbviooooooo.

A família deve ser liberal ou autoritária?
Um misto dos dois. Pra ter direitos tem que ter deveres. A recompensa do cumprimento dos deveres é a liberdade, bem dosada. Fui educada assim e será como meus filhos serão educados.

Camisinha incomoda na hora da transa?

Não tem essa de incomodar: é fundamental.

A melhor matéria tem quais elementos?

O que, onde, como, quando, por que e uma aspas com uma boa dosada de provocação, na curiosidade do leitor em saber mais. Na comunicação corporativa, você tem que alimentar o repórter e por consequência o leitor de noticias que levem a outras.

Os jornais mentem quanto: numa escala crescente de 0 a 10?

Difícil e comprometedora. Falo com editores e repórteres todos os dias. Acho que não tem essa de mentira. O que ocorre são as “interpretações” levadas pela linha editorial.

Você é do tipo que se incomoda com tudo que anda errado ou mais desligada?

Me incomodo. No dia que parar de me chatear com o que vejo de errado,seja em um buraco na rua ou um escândalo político, me interna porque não tô bem!

Qual é o mal deste século?

A Intolerância e o egoísmo em todas as escalas.